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Elo7 fechou: para onde levar sua loja de artesanato

Por Equipe Art7 3 min de leitura
Artesã trabalhando em uma peça no ateliê

Imagem: RIAN ANDRIANI (Pexels)

O Elo7 fechou em 11 de maio de 2026, quando a Enjoei encerrou a operação. Quem vendia lá tem três caminhos: entrar em outro marketplace, vender pelas redes sociais ou abrir uma loja própria. Os dois primeiros são mais rápidos; o terceiro é o único em que a loja passa a ser sua.

Em 11 de maio de 2026 o Elo7 parou de aceitar pedidos. A Enjoei, dona da plataforma desde 2023, encerrou a operação alegando perda de escala e concorrência dos marketplaces generalistas — a receita líquida havia caído quase 40% no último trimestre de 2025.

Para quem vendia lá, o comunicado foi só a parte pequena da notícia. O que doeu foi o que veio junto.

O que se perdeu além da loja

Dezenas de milhares de artesãos perderam, de uma vez:

  • o histórico de avaliações, às vezes construído em anos, que era o que convencia quem não te conhecia;
  • o contato dos clientes, que estava dentro da plataforma e não na sua mão;
  • a posição na busca, porque quem procurava sua peça chegava pelo Elo7, não por você.

Esse é o custo silencioso de construir em terreno alugado, e ele só aparece no dia em que o dono do terreno muda de ideia.

Os três caminhos, sem enfeite

1. Outro marketplace

É o mais rápido: você recadastra os produtos e volta a aparecer para quem já está lá procurando.

O que cobra: comissão sobre cada venda, concorrência lado a lado com quem vende parecido mais barato, e exatamente a mesma exposição de antes — a de estar na casa dos outros. Se isso acontecer de novo, você recomeça de novo.

2. Redes sociais

Instagram e WhatsApp funcionam bem para quem já tem público, e custam zero para começar.

O que cobra: alcance emprestado. A rede decide quantas pessoas veem o que você publica, e muda essa decisão sem avisar. E ninguém navega um catálogo rolando fotos numa conversa.

3. Loja própria

Você paga uma mensalidade fixa, tem um endereço seu e não paga comissão sobre nada.

O que cobra: você precisa trazer as visitas. No marketplace elas já estavam lá; aqui é trabalho seu. Em troca, o cliente é seu — e ninguém pode fechar a sua loja.

O que fazer primeiro, hoje

Independentemente do caminho escolhido, duas coisas são urgentes:

  1. reúna o contato de quem já comprou — pedidos antigos, conversas, anotações. É o seu ativo mais valioso e o mais fácil de perder;
  2. salve as fotos e os textos dos seus produtos, se ainda tiver acesso a eles em algum lugar.

O passo a passo está em como migrar do Elo7 sem perder clientes.

Por que tantos estão indo para loja própria

Porque o fim do Elo7 ensinou de uma vez o que a teoria não convence: reputação construída dentro da plataforma de outro não é sua.

O Art7 é uma loja de artesanato pronta, no seu endereço, a partir de R$ 19,50 por mês e sem comissão sobre nenhuma venda. Você recebe direto por Pix ou cartão — o dinheiro não passa por nós.

Não é mágica: você vai precisar trazer gente. Mas é a única opção em que o que você construir fica.

Perguntas frequentes

Por que o Elo7 fechou?
A Enjoei, dona da plataforma, alegou perda de escala e aumento da concorrência dos marketplaces generalistas. A receita líquida do Elo7 havia caído 39,5% no quarto trimestre de 2025.
Ainda consigo recuperar meus dados do Elo7?
Depende do que ainda está acessível, e isso mudou ao longo dos meses. Vale tentar hoje mesmo — e, de qualquer forma, reunir de outras fontes: conversas antigas, comprovantes de envio e anotações próprias.
Qual a alternativa mais parecida com o Elo7?
Não existe substituto idêntico: o que o Elo7 entregava era público pronto interessado em artesanato. Outro marketplace devolve isso em troca de comissão; loja própria devolve controle em troca de você trazer as visitas.
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